Custos logísticos elevados desafiam a competitividade dos produtores brasileiros, mesmo com a demanda internacional por frutas frescas.
O Brasil amplia sua presença no mercado europeu de frutas, impulsionado pela demanda internacional por alimentos frescos e pela capacidade de produção do país. Apesar das oportunidades de crescimento, os custos de transporte marítimo representam um desafio para os exportadores e reduzem a margem de lucro do setor.
O frete de contêineres pode chegar a US$ 9 mil, dependendo da rota, do período e das condições logísticas. O valor pesa especialmente sobre produtos perecíveis, que precisam chegar ao destino em boas condições de conservação e dentro de prazos adequados.
Logística é um dos principais desafios
A exportação de frutas exige uma estrutura logística especializada, com armazenamento refrigerado, transporte adequado e controle de temperatura durante o percurso. Qualquer atraso ou falha na conservação pode comprometer a qualidade dos produtos e gerar prejuízos.
Além do frete marítimo, os exportadores precisam considerar despesas com embalagens, armazenagem, transporte interno, tarifas portuárias e procedimentos de fiscalização. A soma desses custos pode reduzir a rentabilidade das operações, principalmente quando os preços pagos pelos compradores não acompanham o aumento das despesas.
Europa é mercado estratégico para o Brasil
O mercado europeu é importante para a fruticultura brasileira, especialmente para produtos como manga, melão, uva e mamão. As condições climáticas favoráveis em diferentes regiões do país permitem abastecer mercados internacionais em períodos nos quais a oferta local pode ser limitada.
A ampliação das vendas externas também abre oportunidades para produtores, cooperativas, transportadoras e empresas ligadas à cadeia de exportação. Entretanto, manter a competitividade depende de fatores como qualidade, regularidade no fornecimento, eficiência logística e capacidade de negociar preços.
Competitividade depende de eficiência
Diante dos custos elevados, empresas do setor buscam alternativas para melhorar o planejamento dos embarques, aproveitar melhor a capacidade dos contêineres e reduzir perdas durante o transporte.
A diversificação de mercados e o investimento em infraestrutura também podem contribuir para diminuir a exposição às oscilações do frete. Para o Brasil, o desafio é transformar o aumento da demanda internacional em crescimento sustentável, sem comprometer a rentabilidade dos produtores e exportadores.
O desempenho das exportações dependerá não apenas da procura pelas frutas brasileiras, mas também da capacidade de reduzir custos e garantir que os produtos cheguem ao consumidor europeu com qualidade e preços competitivos.
Fontes para consulta: www.exame.com e Abrafrutas: exportação de frutas para a Europa.



