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Molusco invasor se espalha pelos rios brasileiros e ameaça hidrelétricas

Molusco invasor se espalha pelos rios brasileiros e ameaça hidrelétricas

23 de outubro de 2026•1 min de leitura

Originário da Ásia, o mexilhão-dourado se espalha por diferentes regiões do Brasil e preocupa especialistas pelos impactos ambientais e econômicos. A espécie pode obstruir tubulações e aumentar os custos de manutenção de estruturas ligadas à geração de energia.

Espécie invasora preocupa pesquisadores e setor de energia

Um pequeno molusco tem provocado preocupação ambiental e econômica no Brasil. Conhecido como mexilhão-dourado (Limnoperna fortunei), o animal é originário da Ásia e vem ampliando sua presença em rios brasileiros, onde pode prejudicar ecossistemas aquáticos e estruturas utilizadas na geração de energia elétrica.

Introduzida acidentalmente na América do Sul na década de 1990, a espécie apresenta grande capacidade de reprodução e consegue se fixar em diferentes superfícies, incluindo embarcações, tubulações e equipamentos submersos.

Como o mexilhão-dourado causa problemas?

O principal desafio está na capacidade de formar grandes colônias. Ao se fixar em estruturas submersas, o molusco pode reduzir a passagem de água em tubulações e sistemas de captação, exigindo intervenções de limpeza e manutenção.

Nas hidrelétricas, esse processo pode elevar os custos operacionais e exigir medidas contínuas de monitoramento. Os efeitos também podem alcançar sistemas de abastecimento de água, irrigação, navegação e atividades pesqueiras.

Além dos prejuízos econômicos, a espécie compete com organismos nativos e pode alterar o equilíbrio dos ambientes aquáticos.

Por que é difícil controlar a espécie?

A rápida reprodução e a facilidade de dispersão tornam o controle do mexilhão-dourado um desafio. O transporte de equipamentos, embarcações e materiais contaminados pode contribuir para levar o organismo a novos ambientes.

Por isso, as estratégias de enfrentamento envolvem prevenção, monitoramento e técnicas de limpeza e controle em estruturas afetadas. A identificação precoce de novos focos também é importante para reduzir a disseminação.

O avanço da espécie reforça a necessidade de ações integradas entre pesquisadores, órgãos ambientais, empresas do setor elétrico e responsáveis pela gestão dos recursos hídricos.

Fonte de referência: UOL Notícias, reportagem publicada em 22 de outubro de 2026.