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Monumento ao Soldado Constitucionalista
Monumentos Históricos

Monumento ao Soldado Constitucionalista

Praça 9 de Julho, Centro, Franca-SP

A Revolução Constitucionalista de 1932 representa um dos capítulos mais importantes da história do Estado de São Paulo e um dos maiores conflitos armados da história republicana brasileira. Embora tenha durado apenas cerca de três meses, o movimento mobilizou milhares de paulistas, influenciou o futuro político do país e deixou marcas profundas em diversas cidades, entre elas Franca.

Mais de nove décadas depois, essa participação continua viva na memória francana por meio de monumentos, ruas, praças e cerimônias que homenageiam aqueles que participaram da luta pela restauração da ordem constitucional.

O que foi a Revolução Constitucionalista de 1932?

Após a Revolução de 1930, Getúlio Vargas assumiu o Governo Provisório do Brasil, dissolvendo o Congresso Nacional, suspendendo a Constituição de 1891 e nomeando interventores para governar os estados.

Em São Paulo, cresceu o descontentamento com a ausência de uma Constituição e com a perda da autonomia política estadual.

Foi nesse contexto que, em 9 de julho de 1932, teve início a Revolução Constitucionalista, movimento liderado por São Paulo que defendia a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte e o restabelecimento da ordem constitucional no país.

Embora outros estados tenham demonstrado simpatia pela causa, São Paulo acabou enfrentando praticamente sozinho as tropas federais.

Após cerca de 87 dias de combates, o movimento foi derrotado militarmente em outubro de 1932.

Apesar da derrota nos campos de batalha, a pressão exercida pelos constitucionalistas contribuiu para que o governo convocasse eleições para a Assembleia Nacional Constituinte em 1933, culminando na promulgação da Constituição de 1934.

Como Franca participou da Revolução?

Franca respondeu de maneira expressiva ao chamado paulista.

Mais de 700 voluntários francanos deixaram suas famílias, seus empregos e suas atividades para integrar as tropas constitucionalistas.

Entre esses combatentes estavam comerciantes, agricultores, estudantes, profissionais liberais e trabalhadores que acreditavam na defesa da Constituição e da autonomia do Estado de São Paulo.

Infelizmente, nove francanos perderam a vida durante o conflito:

  • Adriano Cintra

  • Arnaldo Vilhena

  • Hermes de Moura Borges

  • Jayme Barbosa

  • João Batista de Araújo

  • José Ferreira

  • José Rufino

  • Mário Masini

  • Octacílio Dias Fernandes

Esses nomes permanecem registrados na história da cidade e continuam sendo lembrados nas homenagens realizadas anualmente durante as comemorações de 9 de julho.

Como surgiu a Rua Voluntários da Franca?

Como reconhecimento à participação dos combatentes francanos, a antiga Rua Dr. Jorge Tibiriçá recebeu, em 1936, uma nova denominação.

Nascia a Rua Voluntários da Franca.

A mudança foi uma homenagem permanente aos homens da cidade que participaram voluntariamente da Revolução Constitucionalista.

Hoje, a rua é uma das principais vias do centro de Franca. Milhares de pessoas passam diariamente por ela, muitas vezes sem imaginar que seu nome preserva a memória de centenas de francanos que seguiram para os campos de batalha em defesa da Constituição.

Como surgiu o Monumento ao Soldado Constitucionalista?

Dois anos depois da mudança do nome da rua, em 1938, Franca inaugurou um dos seus mais importantes monumentos históricos.

O Monumento ao Soldado Constitucionalista, instalado na atual Praça 9 de Julho, foi construído em bronze e granito para homenagear os mais de 700 voluntários francanos que participaram da Revolução Constitucionalista.

A escultura representa o reconhecimento da cidade aos seus combatentes, especialmente aos nove francanos mortos durante o conflito.

Desde sua inauguração, tornou-se um dos principais símbolos da memória cívica do município.

Todos os anos, no feriado estadual de 9 de julho, o local recebe cerimônias oficiais, autoridades, representantes de entidades civis e militares e familiares de antigos combatentes.

Por que a Praça 9 de Julho é importante?

Ao lado do monumento está a Praça 9 de Julho, localizada na região central da cidade.

Seu nome faz referência direta ao dia em que teve início a Revolução Constitucionalista.

A praça ocupa uma posição simbólica dentro da história de Franca, formando um conjunto histórico com o Monumento ao Soldado Constitucionalista e a Rua Voluntários da Franca.

Cada um desses elementos preserva uma parte da memória daquele episódio:

  • a praça recorda a data do início da Revolução;

  • a rua homenageia os voluntários francanos;

  • o monumento perpetua o reconhecimento aos combatentes.

Juntos, transformam esse espaço em um importante patrimônio histórico e cívico da cidade.

Como esse legado permanece vivo?

Mais do que um episódio militar, a Revolução Constitucionalista representa um momento marcante da história brasileira e paulista.

Em Franca, essa memória permanece preservada por meio dos monumentos, das homenagens anuais e dos espaços públicos que recordam o papel desempenhado pela cidade durante aquele período.

A Rua Voluntários da Franca, a Praça 9 de Julho e o Monumento ao Soldado Constitucionalista lembram às novas gerações que centenas de francanos participaram de um dos maiores movimentos cívicos do país.

Independentemente das diferentes interpretações históricas sobre o conflito, esses locais simbolizam o respeito à memória daqueles que acreditaram na importância da Constituição, das instituições e da participação cidadã na construção da história do Brasil.

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