Após sobrevoar áreas atingidas pelo fogo, ministro do Meio Ambiente afirma que a situação é mais grave do que imaginava; focos foram identificados inclusive em regiões de floresta preservada.
O Amazonas enfrenta uma situação de emergência em 36 municípios devido aos incêndios florestais. O cenário levou representantes do governo federal a visitar áreas atingidas pelo fogo e reforçar as ações de combate às queimadas no estado.
No domingo (11), o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, afirmou que a situação encontrada durante um sobrevoo era mais grave do que esperava. Segundo ele, foram identificados diversos focos de incêndio em áreas de floresta preservada.
A declaração foi feita durante uma entrevista coletiva em Manaus, após a vistoria das regiões afetadas. O ministro apontou indícios de que parte dos incêndios possa ter sido provocada intencionalmente, com o objetivo de degradar a floresta e facilitar o desmatamento posterior. A investigação das ocorrências é fundamental para esclarecer as causas.
Governo federal reconhece situação de emergência
O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional reconheceu, em 10 de outubro, a situação de emergência decretada pelo governo estadual nos 36 municípios. A medida permite que as cidades afetadas solicitem recursos federais para ações de resposta à crise.
A estiagem e a vegetação ressecada contribuem para aumentar o risco de propagação do fogo. A fumaça também prejudica a qualidade do ar e afeta a população, especialmente nas regiões próximas aos incêndios.
Aumento dos focos de calor
Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), divulgados pelo governo federal, apontaram que o Amazonas registrou 3.726 focos de calor em setembro de 2026, quase quatro vezes o total contabilizado no mesmo mês do ano anterior.
O avanço dos incêndios reforça a necessidade de monitoramento, combate ao fogo e fiscalização ambiental. As autoridades também investigam possíveis ações criminosas relacionadas aos focos identificados em áreas de vegetação preservada.
Fonte: Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
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