Sabino Loureiro

Jornalismo, cultura e vida pública
Sabino também teve participação ativa na imprensa e na vida cultural de Franca.
Foi jornalista e colaborou com diferentes periódicos da cidade, incluindo o Comércio da Franca. Também se destacou como escritor, publicista e orador, participando de acontecimentos e festividades públicas.
Qual era sua atuação cultural?
Na época em que Franca ganhou o apelido de “Atenas da Mogiana”, em referência à intensa atividade cultural e intelectual da cidade, Sabino estava entre as figuras que ajudavam a movimentar esse ambiente.
Sua atuação não se limitava aos jornais e às escolas. Ele também participou ativamente da vida comunitária e política local e foi membro da Maçonaria, integrando a Loja Maçônica Amor à Virtude.
O obelisco da Praça Barão
Entre as iniciativas pelas quais Sabino Loureiro é lembrado está a criação do Obelisco da Praça Barão da Franca.
Em 1924, quando Franca completava cem anos da instalação da Vila Franca do Imperador, Sabino idealizou uma campanha para criar um monumento que marcasse o centenário da emancipação político-administrativa do município.
Por que o obelisco foi construído?
O local escolhido tinha ainda um significado histórico especial: a Praça Barão ocupava a área onde, nos primeiros tempos da vila, havia funcionado o pelourinho, um símbolo da autoridade e da Justiça na antiga estrutura administrativa colonial.
O obelisco tornou-se, assim, uma espécie de elo entre diferentes momentos da história de Franca: o espaço onde a antiga vila exercia sua autoridade e o monumento criado para lembrar, um século depois, a formação política do município.
Atualmente, o monumento continua na Praça Barão, embora as antigas placas de bronze que faziam parte do obelisco tenham sido roubadas. O que permanece é a estrutura do monumento, que se tornou um dos marcos históricos do centro de Franca.
A despedida de Sabino Loureiro
Sabino Loureiro morreu em agosto de 1927, aos 57 anos. Fontes históricas divergem quanto ao dia exato: a documentação municipal consultada registra 6 de agosto, enquanto outras fontes apontam 5 de agosto, em Campinas, onde teria falecido em decorrência de um tumor no estômago.
Seu corpo foi levado para Franca pela Loja Maçônica Amor à Virtude. O velório aconteceu no Salão Nobre da Câmara Municipal, e seu sepultamento reuniu uma grande multidão.
Como Franca recebeu sua morte?
Segundo registros publicados posteriormente, cerca de cinco mil pessoas acompanharam as homenagens, enquanto comerciantes fecharam as portas de seus estabelecimentos em sinal de luto.
Uma memória que permanece
A importância de Sabino Loureiro para Franca pode ser percebida ainda hoje nos espaços que levam seu nome.
A antiga Praça da Estação, por exemplo, passou a se chamar Praça Sabino Loureiro e continua sendo um importante espaço do bairro da Estação. O local possui inclusive um coreto reconhecido como patrimônio histórico da cidade.
Seu nome também foi dado a uma unidade municipal de educação infantil.
Qual é o legado de Sabino?
Mais do que os espaços públicos que receberam seu nome, porém, o legado de Sabino Loureiro está naquilo que ele defendeu durante sua vida: a educação, a cultura, o conhecimento e a preservação da memória de Franca.
Professor que ensinou gratuitamente, jornalista que participou da vida intelectual da cidade e idealizador de um dos monumentos mais conhecidos do centro histórico, Sabino Loureiro ajudou a construir uma Franca que, décadas depois, ainda encontra maneiras de preservar sua história.



