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Jubileu do Amendoim

Jubileu do Amendoim

Poucos personagens conseguiram representar tão bem a simplicidade, o carinho e a identidade de Franca quanto Jubileu Ferreira dos Santos, eternizado na memória dos francanos como o inesquecível Jubileu do Amendoim.

Nascido em 1937, na cidade mineira de Capetinga, mudou-se ainda criança para Franca com a família. A necessidade de ajudar em casa fez com que começasse a trabalhar muito cedo. Primeiro vendia doces preparados por sua mãe e, mais tarde, encontrou no amendoim torrado a atividade que transformaria sua vida e o tornaria uma verdadeira instituição da cidade.

Como Jubileu conquistou os francanos?

Durante mais de quatro décadas, percorreu arquibancadas do Estádio Municipal José Lancha Filho, o "Lanchão", ginásios de basquete, teatros, praças e inúmeros eventos culturais. Sua voz marcante anunciando o famoso "amendoim torradim, salgadim" tornou-se parte da memória afetiva de gerações de francanos. Mais do que um vendedor ambulante, Jubileu era recebido como um amigo por crianças, adultos e idosos.

Por que ele também ficou conhecido pela história de Franca?

Mas poucos sabem que sua contribuição para Franca foi muito além do comércio de amendoins.

Apaixonado pela história da cidade, Jubileu tornou-se um profundo conhecedor do Relógio do Sol, um dos maiores símbolos do município. Com habilidade artesanal, produzia réplicas do monumento construído por Frei Germano de Annecy em 1886 e, pacientemente, explicava aos visitantes como o relógio marcava as horas, os meses e as estações do ano. Muitos estudantes e turistas aprenderam sobre o patrimônio histórico de Franca ouvindo suas explicações, sempre carregadas de entusiasmo e simplicidade.

Seu conhecimento chamou a atenção de pesquisadores e foi registrado em iniciativas de preservação da memória, como o Museu da Pessoa, onde sua história permanece documentada. Para muitos francanos, Jubileu tornou-se um verdadeiro guardião da história popular da cidade, mostrando que o patrimônio também pode ser preservado pela tradição oral e pelo carinho de quem convive diariamente com ele.

Qual é o legado de Jubileu do Amendoim?

Jubileu faleceu em 2014, deixando uma enorme saudade. Sua partida foi amplamente lamentada pela população, que o reconhecia como uma das figuras mais simpáticas e representativas de Franca. Seu filho deu continuidade à tradição da venda de amendoins em eventos esportivos, mantendo viva uma história que atravessa gerações.

Mais do que vender amendoins, Jubileu espalhava sorrisos, amizade e conhecimento, tornando-se parte da memória coletiva dos francanos e um dos personagens mais queridos da história de Franca.