Ouvidor Freire

Antônio d'Almeida e Silva Freire da Fonseca, conhecido na história como Ouvidor Freire, exerceu o cargo de Ouvidor-Geral e Corregedor da Comarca de Itu durante os primeiros anos do Império do Brasil. Foi uma das autoridades mais importantes no processo de organização administrativa da recém-criada Vila Franca do Imperador.
Em novembro de 1824, poucos meses após a elevação do antigo arraial à condição de vila, Ouvidor Freire chegou a Franca com a missão de instalar oficialmente o novo município. No dia 29 de novembro daquele ano, presidiu a eleição e a instalação da primeira Câmara Municipal, ato que marcou o início da autonomia administrativa da cidade.
Sua atuação, porém, foi muito além da solenidade de instalação. Coube a ele acompanhar a posse das primeiras autoridades, confirmar a demarcação do Rocio, definir o local do pelourinho e organizar os primeiros espaços públicos da vila, estabelecendo as bases administrativas e urbanas que permitiriam o desenvolvimento do município.
Entre os primeiros homens públicos escolhidos naquele momento estava José Justino Faleiros, que se tornaria o primeiro presidente da Câmara Municipal de Franca. Foi também nesse período que surgiram alguns dos primeiros logradouros oficiais da cidade, entre eles a Rua do Comércio, a Rua Nova, atual Major Claudiano, e a antiga Rua do Ouvidor.
Documentos históricos demonstram que Ouvidor Freire permaneceu ligado à vida administrativa francana durante vários anos, autenticando atas, eleições e posses até aproximadamente 1830.
Em reconhecimento à sua decisiva participação na organização da Vila Franca do Imperador, a cidade eternizou seu nome em uma de suas mais tradicionais vias: a Rua Ouvidor Freire, que ainda hoje atravessa o centro histórico e mantém viva a memória de um dos personagens fundamentais na formação política de Franca.



